UROLOGIA PEDIÁTRICA

Especialidades

Em urologia, é significativa a incidência de malformações congênitas. Tais patologias apresentam particularidades tanto no diagnóstico como no tratamento, além de manejo específico no caso de pacientes pediátricos.

A clínica dispõe de completos equipamentos pediátricos endoscópico e de urodinâmica necessários para o diagnóstico e tratamento. Oferece também adequada estrutura radiológica para crianças, sob anestesia.

A Master Clínica conta com profissionais especializados e aprimorou-se na área da laparoscopia pediátrica, possibilitando a correção de várias malformações urológicas por meio dessa técnica cirúrgica que dispensa incisões e propicia menos dor pós-operatória, menor período de internação hospitalar e recuperação precoce.

Consultório Infantil

Consultório

As crianças acompanhadas habitualmente pelos seus pais são atendidas em sala ampla e decorada com tema infantil para tornar o ambiente aconchegante e adequado para avaliação clínica. Assim como a espera ocorre em uma sala provida de recurso audiovisual visando o completo entretenimento do paciente. Em anexo, oferecemos ainda um WC com fraldário para a comodidade das mães mas principalmente para o conforto das crianças.

Estenose de junção pieloureteral

Cirurgias minimamente invasivas

O estreitamento do canal do rim (também conhecido como JUP – junção ureteropiélica, ou estenose de JUP) obstrui o fluxo de urina que vem do rim. Deve ser tratado cirurgicamente quando começa a provocar danos na função renal.

Esse estreitamento pode ser corrigido pela técnica endoscópica (endopielotomia): por meio de um conjunto de equipamentos, como videocâmera, instrumentais, unidade de laser, amplia-se a região do estreitamento para normalizar a passagem da urina.

O procedimento considerado de primeira escolha por seus ótimos resultados é a técnica minilaparoscópica, em que o rim é acessado através de 3 a 4 orifícios de 3 a 5 mm de diâmetro. Nessa cirurgia, denominada pieloplastia, extirpa-se o segmento estreitado e se faz uma reconstrução entre o ureter e o rim, eliminando assim o fator obstrutivo.

Fotos

Dr. Alex Sato Tanaka

Médicos

CRM 24595-PR

Graduado em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina

Residência em Urologia Geral pelo Hospital Santa Marcelina de São Paulo

Fellowship em Uropediatria pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP)

Fellowship em Transplante Renal Pediátrico pelo Hospital Samaritano de São Paulo – SP

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia

Membro da equipe de Transplante Renal do Hospital Nossa Senhora da Salete

Dr. Gustavo Marconi Caetano Martins

Médicos

CRM 20731-PR

Graduado em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina

Residência em Urologia pela Universidade Estadual de Londrina

Fellowship em Vídeo Laparoscopia e Cirurgia Robótica pela Clinique Saint Augustin – Bordeaux – França

Fellowship em Uropediatria pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Membro da equipe de Transplante Renal do Hospital Nossa Senhora da Salete

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia

Refluxo vesicoureteral

Cirurgias minimamente invasivas

O tratamento endoscópico baseia-se na injeção submucosa, abaixo da entrada do ureter, de substâncias sintéticas que obstruem o fluxo retrógrado de urina, com resultados muito satisfatórios (eficácia de até 80%). Pelas baixas taxas de complicações, a injeção endoscópica pode ser considerada boa opção, principalmente para pacientes com refluxos menos intensos (graus I, II e III). Em casos de graus mais elevados de refluxo (IV e V), a eficiência diminui para aproximadamente 50%.

Os casos mais avançados de refluxos, ou aqueles em que o tratamento clínico ou endoscópico não resolveram, poderão ser solucionados por meio de cirurgias abertas convencionais ou preferencialmente por uma técnica mais moderna e menos invasiva, que é a videolaparoscopia.

A Master Clínica, pioneira na realização de cirurgias minimamente invasivas, oferece essa modalidade de tratamento para o RVU. Entre suas vantagens, destacam-se: menor trauma tecidual, menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida

Válvula de uretra posterior

Cirurgias minimamente invasivas

A válvula de uretra posterior (VUP), pelo seu potencial destrutivo às unidades renais e, considerando que nem sempre é de fácil identificação, faz com que o seu diagnóstico e, por conseguinte, o tratamento tenha de ser o mais rápido e eficaz possível.

A abordagem endoscópica uretral (canal da bexiga), usualmente o tratamento de escolha, consiste na utilização de um sistema de câmera de alta definição acoplado aos instrumentos endoscópicos (próprios para o paciente infantil) munidos de uma unidade de laser para a fulguração (cauterização) da válvula, removendo assim o componente obstrutivo.

A criança tem uma rápida recuperação pós-operatória, recebendo alta hospitalar um dia após o procedimento.

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Ureterocele

Cirurgias minimamente invasivas

A ureterocele é uma doença congênita que consiste na presença de uma membrana no segmento terminal do ureter, na junção com a bexiga, o que causa obstrução do fluxo urinário daquela unidade renal. Como consequência, pode ser causa de infecção urinária de repetição, dilatação e até perda da função renal.

O tratamento pode ser realizado através do canal urinário (uretra) utilizando-se um conjunto de equipamento endoscópico, videocâmera e unidade de laser para promover a abertura da membrana obstrutiva.

Em algumas situações, pode ser necessária uma técnica mais complexa de tratamento, como o reimplante de ureter ao nível da bexiga. Essa modalidade é tradicionalmente realizada por meio de cirurgia aberta, porém, mais recentemente, desenvolveu-se a forma laparoscópica, trazendo uma série de vantagens à criança, por ser minimamente invasiva.

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Testículos intra-abdominais

Cirurgias minimamente invasivas

Os testículos que são palpáveis ou que, no exame de imagem, são visíveis na região inguinal, são fixados na bolsa testicular por meio de cirurgia aberta (orquidopexia). Os pacientes cujos testículos não aparecem no exame devem ser submetidos ao tratamento laparoscópico (cirurgia sem cortes), com finalidade inicial diagnóstica de localização e, em seguida, terapêutica, para a fixação escrotal.

O tratamento poderá ocorrer em um tempo, quando os vasos são suficientemente longos para o posicionamento do testículo na bolsa escrotal, ou em dois tempos, quando os vasos são curtos. Nesse caso, fixa-se o testículo temporariamente no trajeto inguinal e se aguarda um período mínimo de seis meses para o desenvolvimento da circulação colateral (autonomização do órgão) e, no segundo tempo, realiza-se a fixação escrotal definitiva.

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Drª. Mariana Araújo Barbosa Tanaka / Consultora

Médicos

CRM 34681

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte

Residência em Pediatria pelo Hospital Infantil Albert Sabin

Título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria

Residência em Nefrologia Pediátrica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Título de Especialista em Nefrologia Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e Sociedade Brasileira de Pediatria

Mestre em Ciências Aplicadas à Pediatria pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Duplicidade pieloureteral

Cirurgias minimamente invasivas

Sua origem está ligada a mecanismos embriológicos complexos. Trata-se de uma duplicação do ureter de um mesmo lado, formando unidades renais superior e inferior. Pode ser incompleta, quando os canais (ureteres) dessas unidades se fundem antes de chegar à bexiga, ou completa, quando os canais das unidades entram na bexiga separadamente; nesse caso, pode apresentar problemas distintos de obstrução ou refluxo de urina.

O tratamento é cirúrgico e deve ser individualizado para cada situação. Em caso obstrutivo, com o rim preservado, realiza-se um procedimento de drenagem no interior da bexiga, via canal, por meio de material endoscópico.

Quando se tratar de ureter refluxivo, pode ser necessário um procedimento mais complexo – o reimplante ureteral, que está descrito em RVU.

Se houver perda da função do órgão, a retirada de parte renal (heminefrectomia) poderá ser o tratamento indicado. Podemos realizar esse procedimento pela técnica laparoscópica, para minimizar o trauma cirúrgico e promover um rápido período de convalescença.
A Master Clínica conta com profissionais capacitados na identificação e tratamento dessa complexa patologia.

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Disfunção miccional

Doenças

A disfunção miccional é muito comum em crianças. Trata-se de uma disfunção da bexiga caracterizada por um padrão anormal no seu enchimento ou esvaziamento. O controle da função miccional na infância é adquirido a partir de 2 anos de idade, podendo ocorrer até os 4 anos. Esse distúrbio está presente em 15% das crianças aos 7 anos, sendo mais comum em meninas. É causa de infecção urinária em crianças após 4 anos de idade e, quando não tratada, também origina baixa autoestima, isolamento social e alterações comportamentais.

Pode-se manifestar com perdas de urina durante o dia, enurese noturna, urgência miccional, dores abdominais, micções irregulares ou pouco frequentes (retenção), constipação intestinal, resíduos de urina e/ou fezes na roupa, sensação de não esvaziamento vesical, vulvovaginites ou assaduras intratáveis, infecções urinárias recorrentes, refluxo vesicoureteral secundário (retorno de urina da bexiga para os rins), entre outros.

O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento adequado, visando melhorar a condição social da criança e prevenir a formação de cicatrizes renais em crianças acometidas por infecção urinária.

Válvula de uretra posterior

Doenças

A causa mais comum de obstrução uretral congênita em crianças está na válvula de uretra posterior (VUP), com incidência de 1 caso para cada 3.000 a 8.000 nascidos vivos, acometendo apenas meninos. Atualmente o diagnóstico de 60% a 80% dos casos se faz ainda no pré-natal.
A válvula caracteriza-se por uma estrutura membranosa, com origem na mucosa do assoalho da uretra prostática, que obstrui o fluxo de urina.
A obstrução do fluxo urinário ocasiona dilatação, alongamento da uretra posterior e espessamento do músculo da bexiga, como se observa na figura abaixo.

Em crianças maiores, os sintomas mais evidentes são: perdas urinárias, urgência miccional, alterações do jato e gotejamento.
A associação com a infecção do trato urinário aparece em mais de 50% das crianças maiores de um ano de idade portadoras de VUP.

A avaliação global do recém-nascido é extremamente importante, com especial atenção às funções pulmonar, renal e possível associação de infecção urinária.
A uretrocistografia miccional é o melhor exame disponível (padrão-ouro) para o diagnóstico de VUP, sobretudo quando associado com refluxo vesicoureteral secundário.

Confirmada a suspeita de VUP, a abordagem inicial, geralmente de curta permanência, deve ser de drenagem urinária vesical por meio de sonda.
Para meninos nascidos a termo, com peso adequado, bom estado geral e ausência de infecção, deve-se considerar o tratamento definitivo da VUP através de cauterização endoscópica da válvula.
Para pacientes com uretras de pequeno diâmetro, infecção urinária ou até mesmo septicemia, distúrbio das excretas eliminadas pelos rins e insuficiência renal, indica-se a vesicostomia, que é um desvio temporário da urina pela confecção cirúrgica de um pequeno orifício subumbilical.
Em neonato com insuficiência renal grave, pode-se indicar derivação urinária mais alta – ureteral ou pelve renal.

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Enurese noturna

Doenças

Trata-se do hábito involuntário de urinar durante o sono. Cerca de 15% das crianças em torno de 5 anos de idade apresentam perdas noturnas de urina, sendo mais comum em meninos. É com o início da vida escolar que a maioria dos pais e médicos passa a se preocupar com a continência noturna, em razão do impacto negativo que a enurese pode desempenhar na socialização da criança.
Quando o sintoma é único, chama-se enurese noturna monossintomática, e filhos de pais que perdiam urina na cama apresentam chances aumentadas entre 44% e 77% de também sofrerem de enurese noturna.
Ao se perceber que a enurese noturna está associada a sintomas diurnos caracterizados por aumento da frequência urinária, perdas de urina durante o dia e jato miccional fraco, deve-se avaliar a criança para investigar doenças anatômicas do trato urinário ou comprometimento neurológico.

As opções de tratamento variam de acordo com os aspectos do problema e perfil da criança. A terapia de modificação comportamental é uma boa opção terapêutica e visa mudar comportamentos inadequados que contribuem com a persistência da enurese (por exemplo, ingerir líquidos antes de dormir e não urinar regularmente durante o dia), introduzindo uma reeducação miccional. Após avaliação criteriosa, uma terapia medicamentosa poderá ser utilizada em busca de melhor resultado.

Bexiga neurogênica

Doenças

A função da bexiga urinária é o armazenamento de urina até uma certa capacidade (variável de acordo com a idade da criança), ocorrendo a micção voluntária (ato de urinar) em momento socialmente oportuno, sempre com baixas pressões dentro da bexiga (para evitar danos ao trato urinário).

A bexiga neurogênica refere-se a um conjunto de doenças que afetam o funcionamento normal da bexiga, em decorrência de lesões neurológicas, tanto no sistema nervoso central (encéfalo, medula) quanto no sistema nervoso periférico (inervação da bexiga).
As principais doenças pediátricas que evoluem com bexiga neurogênica são: mielomeningocele (defeito no fechamento da coluna), disrafismos ocultos da coluna vertebral (patologias não visíveis da coluna), doenças que afetam o sistema nervoso central (paralisia cerebral), entre outros.

A bexiga neurogênica pode manifestar-se de duas formas: bexiga hipercontrátil e bexiga hipocontrátil.
A bexiga hipercontrátil (hiperativa) tem paredes mais espessas e baixa capacidade de armazenamento. Manifesta-se por contrações vesicais involuntárias e frequentes, fazendo com que o paciente aumente as idas ao banheiro, algumas vezes apresentando incontinência urinária (perdas de urina na roupa íntima).
A bexiga hipocontrátil (hipoativa) tem paredes finas, com capacidade de armazenamento aumentada e sensibilidade diminuída. Manifesta-se com enchimento da bexiga além do esperado para a idade, podendo proporcionar incontinência urinária por transbordamento. Além disso, durante a micção, a criança não consegue esvaziar adequadamente a bexiga (pela baixa força de contração do músculo da bexiga), aumentando a presença de resíduo de urina, que é fator de risco para infecção urinária.

O diagnóstico adequado da bexiga neurogênica exige exames específicos, como: estudo urodinâmico, uretrocistografia miccional e ultrassonografia do aparelho urinário.

A Master Clínica dispõe de todos os métodos diagnósticos adequados para atender a população pediátrica. Conta também com corpo clínico qualificado em Urologia e Nefrologia Pediátrica para o acompanhamento ideal da criança com bexiga neurogênica.

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Criptorquidia

Doenças

Caracteriza-se por uma falha na descida do testículo até o escroto (bolsa testicular), durante o desenvolvimento do feto. Após seu surgimento (no retroperitôneo, em topografia abdominal), os testículos migram para baixo, através da canal inguinal (na virilha) e, ao nascimento, já devem estar fixos dentro da bolsa testicular. Pode, entretanto, ocorrer de um ou ambos os testículos terem uma descida incorreta.
Os testículos criptorquídicos podem localizar-se tanto no canal inguinal quanto dentro do abdômen (intra-abdominal). Ao exame físico, pode-se notar um escroto hipoplásico (vazio) e palpar-se um testículo na região inguinescrotal. Em 20% dos casos, os testículos não são palpáveis, podendo indicar que estão numa posição abdominal.

Até que o menino complete 1 ano de idade, existe a probabilidade de os testículos criptorquídicos continuarem seu movimento de migração até o escroto.
Após esse período, recomenda-se tratamento cirúrgico. Existem protocolos de tratamento clínico com uso de hormônios para estimulação da descida testicular, todos sem comprovação de eficácia clínica.

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Megaureter

Doenças

Refere-se a um ureter anormal por apresentar dilatação e eventual tortuosidade. Essa condição vem, em geral, associada a algum fator obstrutivofuncional ou mecânico – para o fluxo de urina. Conceitualmente se pode dizer que ureteres com calibre de 7 mm ou mais são considerados dilatados.
O surgimento do megaureter pode ocorrer no período gestacional; é primário quando está relacionado a alterações congênitas do próprio ureter, ou secundário, quando está relacionado a anormalidades obstrutivas da bexiga ou da uretra.
O megaureter é detectado pela ultrassonografia pré-natal. Já os casos não identificados durante a gestação podem se apresentar através de episódios de infecção urinária, dor abdominal, sangramento na urina, cálculos urinários, massas abdominais palpáveis ou, em situações mais severas, insuficiência renal.

Os exames de escolha para detecção e acompanhamento são a ultrassonografia, uretrocistografia miccional e cintilografia renal.

O tratamento é inicialmente clínico, havendo indicação de cirurgia em casos de dor persistente, infecção recorrente, hematúria (eliminação ou presença de sangue na urina) e piora da função renal, o que ocorre entre 9% e 28% dos casos.
O tratamento clínico consiste basicamente em terapia preventiva com antibiótico (uso diário em doses baixas) e acompanhamento com exames de imagem.
Já o tratamento cirúrgico tem por princípio remoção da parte distal doente do ureter, redução do calibre ureteral e reimplante ureteral. O sucesso do tratamento cirúrgico fica entre 75% e 95% dos casos.

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Hidronefrose antenatal

Doenças

O termo hidronefrose antenatal ou ectasia pielocalicial refere-se a uma dilatação presente no rim do feto que pode comprometer um ou ambos os rins. Corresponde a 15% de todas as malformações detectadas ainda no período da gestação.

Durante o acompanhamento pré-natal das gestantes, pode-se identificar a hidronefrose antenatal através da ultrassonografia morfológica, realizada rotineiramente para avaliar com detalhes o desenvolvimento do bebê e detectar precocemente possíveis malformações estruturais do feto.
A maioria dos casos (cerca de 70%) vai evoluir favoravelmente, não necessitando de nenhuma intervenção cirúrgica.
As principais causas de hidronefrose antenatal são: estenose da junção pieloureteral (mais comum), refluxo vesicoureteral, válvula de uretra posterior e megaureter.
Antes mesmo do nascimento da criança, pode-se fazer a avaliação urológica, que consiste basicamente em esclarecer os pais sobre as principais causas e os respectivos tratamentos possíveis após o nascimento. Ainda não há tratamentos intervencionistas intrauterinos com efetiva comprovação científica.

Após o nascimento, a criança deve ser avaliada por especialistas (uropediatra e nefropediatra) para se chegar ao diagnóstico específico e tratamento adequado.

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Hipospádia

Doenças

Uma das anomalias congênitas mais comuns em recém-nascidos do sexo masculino resulta de malformação no desenvolvimento da uretra, que faz com que o orifício por onde sai a urina (meato uretral) não se localize na posição habitual, ou seja, no topo do pênis. A uretra pode, então, abrir-se em qualquer posição ao longo da parte ventral (de baixo) do pênis.

O orifício uretral pode localizar-se desde a parte mais próxima da cabeça do pênis (glande), passando pelo escroto (bolsa testicular), até a região próxima do ânus (períneo). Quanto mais distante da glande peniana for o orifício da uretra, mais grave é o quadro clínico, em razão da complexidade do tratamento. Felizmente as hipospádias mais distais (orifício uretral próximo da glande do pênis) constituem a grande maioria dos casos (cerca de 70%).

O tratamento da hipospádia é cirúrgico. Em geral, as hipospádias mais próximas da glande são tratadas em um só tempo, enquanto as hipospádias mais distantes da glande necessitam de mais cirurgias para sua correção (cirurgia em estágios).
A época ideal para a realização da cirurgia deve ser entre 6 meses e 2 anos de idade, pois neste período a criança já possui maturidade funcional do organismo para suportar todo o processo anestésico/cirúrgico e ainda não atingiu a fase de reconhecimento da genitália, diminuindo a probabilidade de desenvolver traumas psicológicos.

Para o sucesso da cirurgia, além da técnica cirúrgica empregada, também são importantes os curativos realizados ainda na sala operatória e no pós-operatório, além do uso de sonda uretral para drenagem da urina.

O índice de complicações pós-operatórias é alto, podendo chegar a 30%. As principais complicações são: abertura da nova uretra (fístula da neouretra), obstrução (estenose) da neouretra, abertura dos pontos de sutura (deiscência) da glande, entre outras.

Hérnia inguinal/Hidrocele

Doenças

São patologias que se caracterizam por um inchaço (abaulamento) indolor na região da virilha (inguinal) ou, nos meninos, na região inguinoescrotal.

A idade mais comum de surgimento dos sintomas é entre 3 e 4 anos, mas podem surgir em qualquer idade, até mesmo logo após o nascimento. O inchaço na região da virilha, mais comum no fim do dia, intensifica-se com o choro e esforço físico. Em geral, a criança portadora de hérnia não sente dor na região; quando a dor está presente, é possível tratar-se de hérnia encarcerada. Nesse caso, a criança deve ser avaliada com urgência por um cirurgião (de preferência, um especialista).

O tratamento é cirúrgico (herniorrafia inguinal) e deve-se programar a correção cirúrgica logo após o diagnóstico. Quanto mais se adia o tratamento, maior é o risco de encarceramento da hérnia, uma complicação grave que aumenta o risco cirúrgico

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Infecção urinária

Doenças

A infecção do trato urinário (ITU) é comum durante a infância. Estima-se que 8% das meninas e 2% dos meninos vão apresentar pelo menos um episódio de ITU até os 7 anos de vida.

As manifestações clínicas variam de acordo com a faixa etária e com o segmento do trato urinário acometido (se envolve o rim ou se está limitada à bexiga). Em lactentes e crianças jovens, a ITU pode se manifestar por sinais e sintomas inespecíficos (febre, irritabilidade, diminuição do apetite, vômitos, diarreia e prostração). A presença de febre sem foco aparente no exame clínico é, na prática, a principal evidência nesse grupo.

Crianças maiores, que já não usam fraldas, podem apresentar queixas mais localizadas, como dor para urinar, perda de urina durante o dia ou noite, dor lombar ou no abdome.
A infecção urinária é causada frequentemente por microrganismos provenientes das fezes, sendo a Escherichia coli o patógeno isolado em 80% a 90% dos casos, e pode estar associada com malformações do trato urinário, sendo muitas vezes necessária uma investigação mais detalhada sobre a possível causa da infecção.

Diante de uma criança com febre e suspeita de infecção do trato urinário, o diagnóstico precoce é de extrema importância, pois permitirá o tratamento adequado, diminuindo o risco de formação de cicatrizes renais, sequelas da infecção que possibilitam desenvolvimento de hipertensão arterial e doença renal crônica futura.

Estenose de junção pieloureteral (JUP)

Doenças

Para entender o que é a estenose da JUP, é melhor compreender primeiro como os rins produzem a urina e de que modo ela escoa pela pelve renal e ureteres, locais que são acometidos por essa doença.
O rim tem a função de filtrar o sangue, limpando-o dos produtos residuais do metabolismo do organismo, e produzir a urina. A urina produzida é coletada pela pelve do rim e, em seguida, transportada para a bexiga através de um canal, conhecido como ureter. A JUP é a conexão entre a pelve do rim e o ureter.
O termo estenose significa estreitamento ou afilamento. A estenose de JUP é uma malformação do rim, quando ocorre um estreitamento dessa junção. Isso provoca uma obstrução à passagem da urina, resultando em um acúmulo no rim afetado e consequente dilatação (hidronefrose).

A estenose de JUP pode ser detectada já durante a gestação, através de ultrassonografia morfológica. A alteração encontrada é a hidronefrose antenatal, que, logo após o nascimento, deve ser avaliada e investigada por urologista especializado.
Dentre os exames de investigação, os mais importantes são a ultrassonografia do aparelho urinário e a cintilografia renal.

A cirurgia (pieloplastia) consiste basicamente em retirar-se a região estreitada (JUP) e “juntar” novamente os segmentos sadios.
Pode-se realizar a pieloplastia de forma aberta, convencional (“corte” no abdome), ou por meio de uma técnica mais moderna, a videolaparoscopia.
Pela videolaparoscopia, o cirurgião acessa o rim por pequenos orifícios (3 a 5 mm) que permitem a entrada de um sistema óptico com câmera e instrumentos minilaparoscópicos.
Considerada minimamente invasiva, essa técnica oferece uma série de vantagens ao paciente: menor trauma, menor sangramento e rápida recuperação pós-operatória.

A Master Clínica, pioneira na técnica laparoscópica, oferece também essa modalidade de tratamento aos pacientes pediátricos.

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Refluxo vesicoureteral (RVU)

Doenças

O RVU é o fluxo retrógrado de urina da bexiga para o trato urinário superior (rins), geralmente congênito e relacionado ao desenvolvimento embriológico. O refluxo urinário facilita a ascensão de bactérias aos rins, predispondo, dessa forma, a ocorrência de infecções (pielonefrites). Uma resposta imunoinflamatória causada pela infecção pielonefrítica pode resultar em lesão renal e formação de cicatrizes renais.

Trata-se de uma das doenças mais comuns da infância e, quando não tratada adequadamente, tem alta morbidade e pode resultar em lesão renal com consequente hipertensão arterial e insuficiência renal crônica.
Quando estudamos grupos de crianças com infecção do trato urinário (ITU), a prevalência de RVU é de aproximadamente 30%.

O surgimento do RVU pode dar-se no período gestacional, sendo detectado através da ultrassonografia pré-natal (está associado à hidronefrose antenatal).
Os casos de RVU não detectados durante a gestação podem se apresentar através de episódios de infecção urinária, dor abdominal, sangramento na urina, cálculos urinários, massas abdominais palpáveis ou, em situações mais severas, insuficiência renal.

Métodos de imagem realizados na avaliação de RVU dividem-se entre os que objetivam diagnosticar o refluxo e aqueles que avaliam o trato urinário superior, na busca por cicatrizes renais. Exames complementares também permitem diagnosticar outras anomalias associadas.
Uretrocistografia miccional: é o principal exame para diagnóstico e graduação do RVU.
Ultrassonografia de rins e vias urinárias: método inicial de avaliação do trato urinário superior; pode detectar malformações associadas.
Cintilografia renal com DMSA: avalia a função tubular dos rins e detecta a presença de cicatrizes corticais.

O tratamento clínico consiste na utilização de antibióticos em baixas doses (profilaxia) diariamente e foi proposto como alternativa à correção cirúrgica, com base no fato de que, na maioria das crianças que apresentam graus mais baixos, a resolução do refluxo pode ser espontânea durante a fase de crescimento.

Já no tratamento cirúrgico, o objetivo é impedir que a urina infectada suba para o trato urinário superior, a fim de reduzir a probabilidade de novos episódios de pielonefrite. A indicação de tratamento cirúrgico do RVU é individualizada, depende de ampla investigação.

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Fimose

Doenças

Pode-se definir fimose como um estreitamento do orifício do prepúcio (pele que recobre a glande, que é a cabeça do pênis). Esse estreitamento não permite que o prepúcio seja retrátil, o que torna difícil ou mesmo impossível expor a glande. Todo menino, ao nascer, apresenta fimose fisiológica, ou natural, mas, por volta dos 3 anos de idade, 90% deles já estarão com o problema resolvido espontaneamente.

Com 1 ano de idade, aos meninos que ainda não apresentam exposição completa da glande, pode-se indicar tratamento com pomada à base de corticoide, que acelera a abertura do prepúcio. Àqueles que não apresentam melhora com o uso da pomada, indica-se a cirurgia (chamada postectomia), realizada logo após o menino deixar o uso de fraldas (entre 2 e 3 anos).

O tratamento cirúrgico é realizado sob anestesia geral (na maior parte das vezes com baixo risco), tem caráter ambulatorial (alta no mesmo dia) e rápida recuperação pós-operatória, quando realizada na idade ideal.

Possíveis complicações da fimose não tratada: balanopostite (infecção do prepúcio e glande), parafimose (estrangulamento da glande), infecção urinária, associação com câncer de pênis e doenças sexualmente transmissíveis (na vida adulta).

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Estudo urodinâmico

Exames

Exame indicado para avaliar o funcionamento da bexiga em crianças com sintomas como incontinência urinária, urgência miccional, aumento da frequência urinária e enurese noturna. Também se indica a urodinâmica quando a criança apresenta infecção urinária de repetição.

Utiliza-se um programa de computador (software) que permite estudar a dinâmica da micção pelo enchimento da bexiga através de uma sonda.

Os exames são realizados por nossos urologistas pediátricos, Dr. Alex Tanaka e Dr. Gustavo Marconi, especialistas em tratar as doenças que acometem a bexiga da criança.
Para um exame de maior qualidade, utilizamos recursos audiovisuais, que tornam o método mais confortável para os pequenos pacientes.

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Uretrocistografia miccional com sedação

Exames

Exame indicado para crianças com menos de 3 anos de idade com episódio (único) comprovado de infecção urinária e para crianças maiores de 3 anos com infecção urinária de repetição. Atualmente é o único exame capaz de diagnosticar e graduar o refluxo vesicoureteral (retorno de urina da bexiga para os rins), permitindo seu tratamento adequado. Recomenda-se também para pacientes com suspeita de válvula de uretra posterior (membrana no canal da uretra que impede a saída da urina).

Na Master Clínica, é realizado sob sedação (anestesia), pois permite um exame de melhor qualidade, com menor desconforto para o paciente. Contamos com uma equipe própria de anestesistas, especialistas em anestesia infantil.

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Ultrasonografia Pediátrica

Exames

A ultrassonografia é um excelente exame de imagem para crianças, pois possibilita o diagnóstico das principais doenças que acometem o trato urinário e genital sem a utilização de radiação.

A Master Clínica oferece ultrassom de abdômen total, aparelho urinário, região inguinal, bolsa testicular com doppler, e outros.

Realizamos os exames em crianças de todas as idades (desde poucos dias de vida até adolescentes). Os exames são realizados pelos próprios uropediatras, Dr. Alex Tanaka e Dr. Gustavo Marconi, especialistas em ultrassonografia e capacitados para tratar as patologias diagnosticadas nos exames.

Oferecemos um ambiente propício para a realização dos exames, com recursos audiovisuais, que distraem a criança, e uso de gel aquecido (principalmente para os dias frios).